terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cérebro humano x PC: como eles se comparam?


Apesar de incríveis, os computadores ainda estão longe de se equiparar à máquina de 16.800 GHz que carregamos dentro de nossas cabeças.


Cérebro humano x PC: como eles se comparam?

É comum compararmos o computador com o cérebro humano e vice-versa. E parece que essas analogias ficaram mais sérias depois de 1997, quando o computador IBM Deep Blue venceu o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em uma partida de seis jogos, sendo que três delas resultaram em empate.

Apesar de o computador ser uma invenção do cérebro, é indiscutível que, em certos contextos, a invenção superou o inventor. Hoje, PCs são capazes de fazer cálculos e de trabalhar para nós a uma velocidade assombrosa, sem queda de produtividade ou ameaça de tédio. Porém, ao mesmo tempo, esses “cérebros” não são tão potentes ou inteligentes como aqueles que carregamos em nossas caixas cranianas.

Por isso, preparamos uma comparação entre o computador e o cérebro humano, com dados que poderão dar uma noção melhor de como eles se parecem ou diferem um do outro e de quão longe estamos de construir máquinas tão complexas. Confira!

Parabéns! Você já tem uma CPU de 16,8 mil GHz
A velocidade de processamento do cérebro humano não pode ser medida da mesma forma como fazemos com as CPUs usadas em nossos computadores. Porém, é possível estimar esse valor com base no funcionamento da retina, o tecido nervoso do olho responsável, literalmente, pela visão que temos do mundo.

De acordo com o conhecimento atual da estrutura e funcionamento da retina humana, cientistas estabeleceram que ela é capaz de processar o equivalente a 10 imagens de 1 milhão de pontos por segundo. E ao comparar o volume dessa parte do olho com o do cérebro humano, pesquisadores chegaram à conclusão de que o cérebro possui 100 milhões de MIPS (Milhões de Instruções Computacionais por Segundo).

Mas o que isso significa na prática? Bem, para ter uma ideia do tamanho da capacidade de processamento do cérebro, basta lembrar que o Deep Blue, computador da IBM citado anteriormente, possuía apenas 3 milhões de MIPS. E, de acordo com o artigo de Hans Moravec, uma CPU Pentium de 700 MHz era capaz de executar 4,2 mil MIPS. Sendo assim, seriam necessárias 24 mil unidades dessa CPU para chegar aos 100 milhões de MIPS do cérebro humano, o que equivaleria a um clock conjunto de 16,8 milhões MHz ou 16,8 mil GHz.

E que tal uma comparação mais atual? O processador Intel Core i7 Extreme Edition 3960X, por exemplo, possui 177.730 MIPS e opera com clock de 3,33 GHz. Dessa forma, precisaríamos de 564 CPUs dessas para alcançar a velocidade do cérebro.

É claro que, apesar de essas serem informações curiosas, não se pode, simplesmente, comparar o cérebro humano com um processador. É fácil perceber que a “arquitetura” do nosso órgão é muito mais complexa do que a de uma CPU e que ele trata as tarefas de forma diferente, como se tivesse milhares de núcleos à sua disposição.

Armazenamento: 100 milhões de megabytes
HDs de 3 TB não são nada comparados aos 2,5 petabytes do cérebro humano (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Nos PCs de hoje é comum encontrarmos discos rígidos com capacidade de armazenar 300 ou 500 GB de dados. Porém, aqueles que costumam baixar muito conteúdo da internet acabam apelando para unidades externas com 1 TB de espaço em disco, sendo que modelos de até 3 TB já foram lançados.

Mas qual seria o espaço disponível para o armazenamento de informações em nosso cérebro? Afinal, se passamos anos de nossas vidas aprendendo coisas novas na escola e no dia a dia, será que a nossa “memória interna” nunca se esgota?

De acordo com Robert Birge, da Universidade de Siracusa, o cérebro humano é capaz de guardar de 1 a 10 TB de informações, sendo que 3 TB seria a média mais comum. Essa estimativa foi realizada em 1996 e usou como base a contagem de neurônios, assumindo que cada um deles fosse capaz de armazenar 1 bit.

Desde então, mais de uma década de estudos se passou e a resposta mudou. De acordo com a resposta do professor de psicologia Paul Reber para a revista Scientific American, apesar de o nosso cérebro possuir, provavelmente, um limite de armazenamento, ele é grande o suficiente para não termos que nos preocupar com ele.

O cérebro humano possui cerca de 1 bilhão de neurônios. Cada um desses neurônios forma, pelo menos, mil conexões com outros neurônios, totalizando mais de 1 trilhão de conexões. Se cada um desses neurônios pudesse armazenar apenas uma memória ou informação, teríamos problema de “espaço em disco”. Mas como os neurônios se combinam, cada um pode armazenar muitos dados ao mesmo tempo, aumentando a capacidade de armazenamento do cérebro humano para cerca de 2,5 petabytes (1 milhão de gigabytes).

Isso significa que, se o seu cérebro fosse capaz de gravar programas de TV, por exemplo, ele poderia armazenar 3 milhões de horas de vídeos, e a televisão teria que ficar ligada, ininterruptamente, por 300 anos para encher todo o espaço livre. Parece o suficiente, não?

O computador é burro, mas trabalha bem

O computador não é nada inteligente. Por mais veloz que seja, ele está limitado a executar apenas a tarefa para a qual foi programado. Essa, porém, é uma daquelas desvantagens que também têm o seu lado bom.

Ao mesmo tempo em que está limitada ao algoritmo que deve ser executado, a máquina pode realizar a mesma tarefas por horas a fio e a uma velocidade constante, sem que se chateie ou entre em questionamentos filosóficos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cooler do tamanho de uma cidade
A entrada e a saída de um microprocessador precisam ser multiplexadas. Isso significa que a CPU deve ser capaz de receber dados de diversos canais e processá-los simultaneamente. Dessa forma, o computador é capaz de dividir o seu tempo com os inúmeros dispositivos anexados a ele, como câmera, cartão de memória, alto-falantes e impressora.

Fonte da imagem: Reprodução/NVIDIA Power of Future

Se o cérebro humano funcionasse dessa forma, você poderia fazer apenas uma tarefa por vez: teria que olhar para uma paisagem e só depois pensar sobre ela, por exemplo. Mas felizmente o cérebro funciona de maneira semelhante à computação paralela, sendo que os neurônios fazem o papel de microprocessadores que trabalham em conjunto. E diferentemente de um sistema computacional comum, o cérebro possui um baixo consumo de energia e dispensa sistemas de refrigeração.

De acordo com o livro The Human Mind, se fosse possível construir um computador tão complexo como o cérebro humano, seria necessário construir uma usina elétrica exclusiva e capaz de fornecer megawatts de energia. Além disso, a máquina exigiria que o dissipador de calor fosse do tamanho de uma cidade.

Com base nas comparações acima é possível perceber que estamos longe de desenvolver computadores que cheguem perto do poder do cérebro humano. Entretanto, isso ainda não é motivo para desanimar. Afinal, pode ser que com os avanços da nanotecnologia, inteligência artificial e dos computadores com DNA os pesquisadores possam quebrar barreiras do modelo computacional atual. E pode ter certeza que, quando isso acontecer, o Tecmundo estará pronto para noticiar!

Parabéns! Você já tem uma CPU de 16,8 mil GHz


A velocidade de processamento do cérebro humano não pode ser medida da mesma forma como fazemos com as CPUs usadas em nossos computadores. Porém, é possível estimar esse valor com base no funcionamento da retina, o tecido nervoso do olho responsável, literalmente, pela visão que temos do mundo.
De acordo com o conhecimento atual da estrutura e funcionamento da retina humana, cientistas estabeleceram que ela é capaz de processar o equivalente a 10 imagens de 1 milhão de pontos por segundo. E ao comparar o volume dessa parte do olho com o do cérebro humano, pesquisadores chegaram à conclusão de que o cérebro possui 100 milhões de MIPS (Milhões de Instruções Computacionais por Segundo).
Cérebro humano x PC: como eles se comparam?
Mas o que isso significa na prática? Bem, para ter uma ideia do tamanho da capacidade de processamento do cérebro, basta lembrar que o Deep Blue, computador da IBM citado anteriormente, possuía apenas 3 milhões de MIPS. E, de acordo com o artigo de Hans Moravec, uma CPU Pentium de 700 MHz era capaz de executar 4,2 mil MIPS. Sendo assim, seriam necessárias 24 mil unidades dessa CPU para chegar aos 100 milhões de MIPS do cérebro humano, o que equivaleria a um clock conjunto de 16,8 milhões MHz ou 16,8 mil GHz.
E que tal uma comparação mais atual? O processador Intel Core i7 Extreme Edition 3960X, por exemplo, possui 177.730 MIPS e opera com clock de 3,33 GHz. Dessa forma, precisaríamos de 564 CPUs dessas para alcançar a velocidade do cérebro.
É claro que, apesar de essas serem informações curiosas, não se pode, simplesmente, comparar o cérebro humano com um processador. É fácil perceber que a “arquitetura” do nosso órgão é muito mais complexa do que a de uma CPU e que ele trata as tarefas de forma diferente, como se tivesse milhares de núcleos à sua disposição.

Armazenamento: 100 milhões de megabytes


Cérebro humano x PC: como eles se comparam?

HDs de 3 TB não são nada comparados aos 2,5 petabytes do cérebro humano (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Nos PCs de hoje é comum encontrarmos discos rígidos com capacidade de armazenar 300 ou 500 GB de dados. Porém, aqueles que costumam baixar muito conteúdo da internet acabam apelando para unidades externas com 1 TB de espaço em disco, sendo que modelos de até 3 TB já foram lançados.
Mas qual seria o espaço disponível para o armazenamento de informações em nosso cérebro? Afinal, se passamos anos de nossas vidas aprendendo coisas novas na escola e no dia a dia, será que a nossa “memória interna” nunca se esgota?
De acordo com Robert Birge, da Universidade de Siracusa, o cérebro humano é capaz de guardar de 1 a 10 TB de informações, sendo que 3 TB seria a média mais comum. Essa estimativa foi realizada em 1996 e usou como base a contagem de neurônios, assumindo que cada um deles fosse capaz de armazenar 1 bit.
Desde então, mais de uma década de estudos se passou e a resposta mudou. De acordo com a resposta do professor de psicologia Paul Reber para a revista Scientific American, apesar de o nosso cérebro possuir, provavelmente, um limite de armazenamento, ele é grande o suficiente para não termos que nos preocupar com ele.

Cérebro humano x PC: como eles se comparam?

O cérebro humano possui cerca de 1 bilhão de neurônios. Cada um desses neurônios forma, pelo menos, mil conexões com outros neurônios, totalizando mais de 1 trilhão de conexões. Se cada um desses neurônios pudesse armazenar apenas uma memória ou informação, teríamos problema de “espaço em disco”. Mas como os neurônios se combinam, cada um pode armazenar muitos dados ao mesmo tempo, aumentando a capacidade de armazenamento do cérebro humano para cerca de 2,5 petabytes (1 milhão de gigabytes).
Isso significa que, se o seu cérebro fosse capaz de gravar programas de TV, por exemplo, ele poderia armazenar 3 milhões de horas de vídeos, e a televisão teria que ficar ligada, ininterruptamente, por 300 anos para encher todo o espaço livre. Parece o suficiente, não?

O computador é burro, mas trabalha bem

Computadores não se cansam e não exigem registro em carteira

O computador não é nada inteligente. Por mais veloz que seja, ele está limitado a executar apenas a tarefa para a qual foi programado. Essa, porém, é uma daquelas desvantagens que também têm o seu lado bom.
Ao mesmo tempo em que está limitada ao algoritmo que deve ser executado, a máquina pode realizar a mesma tarefas por horas a fio e a uma velocidade constante, sem que se chateie ou entre em questionamentos filosóficos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cooler do tamanho de uma cidade


A entrada e a saída de um microprocessador precisam ser multiplexadas. Isso significa que a CPU deve ser capaz de receber dados de diversos canais e processá-los simultaneamente. Dessa forma, o computador é capaz de dividir o seu tempo com os inúmeros dispositivos anexados a ele, como câmera, cartão de memória, alto-falantes e impressora.
Se o cérebro fosse um PC, o cooler seria do tamanho de uma cidade

Se o cérebro humano funcionasse dessa forma, você poderia fazer apenas uma tarefa por vez: teria que olhar para uma paisagem e só depois pensar sobre ela, por exemplo. Mas felizmente o cérebro funciona de maneira semelhante à computação paralela, sendo que os neurônios fazem o papel de microprocessadores que trabalham em conjunto. E diferentemente de um sistema computacional comum, o cérebro possui um baixo consumo de energia e dispensa sistemas de refrigeração.
De acordo com o livro The Human Mind, se fosse possível construir um computador tão complexo como o cérebro humano, seria necessário construir uma usina elétrica exclusiva e capaz de fornecer megawatts de energia. Além disso, a máquina exigiria que o dissipador de calor fosse do tamanho de uma cidade.

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Com base nas comparações acima é possível perceber que estamos longe de desenvolver computadores que cheguem perto do poder do cérebro humano. Entretanto, isso ainda não é motivo para desanimar. Afinal, pode ser que com os avanços da nanotecnologiainteligência artificial e dos computadores com DNA os pesquisadores possam quebrar barreiras do modelo computacional atual. E pode ter certeza que, quando isso acontecer, o Tecmundo estará pronto para noticiar!

Por Felipe Arruda 
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/16846-cerebro-humano-x-pc-como-eles-se-comparam-.htm#ixzz2AlLZ7Fe0

6 maneiras de turbinar o seu cérebro


Exercício físico, técnicas de memorização e até um cafezinho na hora certa podem ajudar a aproveitar sua mente ao máximo.



Em “Duna”, romance de ficção científica escrito por Frank Herbert, havia uma classe de personagens conhecida como mentat, pessoas treinadas para agir como se fossem verdadeiros computadores. E essas pessoas não eram simples calculadoras humanas: também possuíam muita habilidade lógica e a capacidade de trabalhar com uma quantidade enorme de dados.
Apesar de “Duna” ser uma obra de ficção, há muita realidade em relação aos mentat. Por volta de 1949, por exemplo, o Comitê Nacional para Aconselhamento sobre a Aeronáutica (NACA) dos EUA contratava mulheres com capacidades incríveis de cálculo para desempenhar o papel que computadores viriam a ocupar décadas depois. Hoje, a expressão “computador humano” também é usada para definir pessoas com grandes habilidades em cálculo mental.
Mas o que pouca gente percebe é que todos nós temos a capacidade de adquirir algumas habilidades de mentat. Isso leva tempo e exige dedicação, mas há uma série de truques e exercícios que podem ser feitos para melhorar a memória e o raciocínio, fazendo com que o ser humano possa extrair o máximo possível do computador de 16,8 mil GHz que carrega no crânio.

1. Cafeína: aditivo para a mente



Muita gente costuma dizer que só começa a “funcionar” pela manhã depois da primeira xícara de café. Além disso, é comum ver trabalhadores e estudantes intercalando seus estudos com pausas para saborear um pouco da bebida tão apreciada pelos brasileiros.
O café pode ser um bom combustível para uma mente preguiçosa ou sonolenta. Mais precisamente, o que faz com que as pessoas despertem e fiquem mais ativas é um composto químico presente na bebida: a cafeína. Esse estimulante age no sistema nervoso central e no metabolismo do corpo, deixando quem o ingere mais alerta e disposto para executar qualquer tarefa entediante.
Esse composto também pode ser encontrado em chás, bebidas energéticas, guaraná, erva-mate e refrigerantes à base de noz-de-cola. Mas não é bom abusar: por mais inofensiva que pareça ser, a cafeína é uma espécie de droga e pode levar à dependência. Além disso, o consumo em excesso da substância pode causar efeitos colaterais muito desagradáveis, como irritabilidade, nervosismo, insônia, dores de cabeça e até taquicardia. Portanto, use com moderação e evite ultrapassar o limite diário de 250 mg de cafeína.

2. Enlouqueça a vizinhança com solos de guitarra


6 maneiras de turbinar o seu cérebro

Estudar música pode deixar alguém mais inteligente. De acordo com uma pesquisa (PDF, em inglês) realizada na Universidade de Toronto, crianças que recebiam aulas de teclado ou canto possuíam um aumento pequeno, mas significante, no QI, se comparado com alunos da mesma faixa etária que não passavam pela educação musical.
E nunca é tarde para aprender. Existem instrumentos musicais de todos os tamanhos e valores, prontos para servir a qualquer perfil de estudante. Melhor ainda, há também uma alternativa para quem não quer gastar dinheiro: aprender um pouco de teoria musical e a distinguir as diferentes notas já ajuda a aumentar o seu QI.
Portanto, mãos à obra! O Baixaki está cheio de softwares gratuitos e destinados à educação musical. Com todas essas facilidades, não há desculpas para não tentar.

3. Um, dois, três: exercício físico já!


6 maneiras de turbinar o seu cérebro

Existem algumas evidências de que a prática de exercícios físicos constantes ajuda a melhorar as funções cerebrais. Dr. John Medina, do site Brain Rules, alega pelo menos duas razões para isso: 
  1. exercícios físicos aumentam o fluxo de oxigênio no cérebro e reduzem os radicais livres naquela região, deixando a pessoa mais esperta; e
  2. aumentam a resistência de neurônios a danos e ao stress.
Além disso, praticar uma atividade física também melhora a percepção espacial, além de deixar a pessoa mais ágil e mais disposta para tarefas de longa duração. Sem contar todos os benefícios cardiorrespiratórios e ósseos que o esporte pode oferecer. Como se não bastasse, quem se exercita regularmente também diminui os riscos de sofrer de doenças crônico-degenerativas. Em outras palavras, exercitar o corpo é exercitar a mente.

4. Parles-tu français? Do you speak English?


6 maneiras de turbinar o seu cérebro

Diversos estudos indicam que crianças bilíngues, ou seja, que cresceram aprendendo mais de um idioma, possuem vantagens cognitivas que vão além do simples domínio de uma nova língua.
No livro “In Other Words”, os psicólogos Ellen Bialystok e Kenji Hakuta alegam que as diferenças estruturais entre as duas línguas dominadas pela criança fazem com que ela pense de maneiras diferentes e mais complexas. Além disso, ao longo do tempo, o aprendizado bilíngue proporciona ao estudante maiores sensibilidade e percepção linguísticas.
Ainda há dúvidas sobre a possibilidade de um adulto aumentar suas funções cognitivas ao aprender um novo idioma. Mesmo assim, são inquestionáveis os benefícios que o domínio de uma segunda língua pode trazer, a começar pela quantidade de material extra que a pessoa poderia aproveitar na internet.

5. Contas de cabeça na velocidade da luz


6 maneiras de turbinar o seu cérebro

Existem maneiras muito práticas e fáceis de calcular mentalmente. Com um pouco de treino, você pode dar os primeiros passos para ser um computador humano. Quer uma demonstração? Ao multiplicar um número de dois algarismos por 11, basta somar esses dois algarismos e posicionar o resultado entre eles. Por exemplo: 23 x 11 = 253 e 54 x 11 = 594.
Mas é claro que o método também possui suas exceções. Ao multiplicar 85 por 11, por exemplo, a soma dos algarismos 8 e 5 resulta em 13. Nesse caso, não podemos simplesmente colocar o 13 ente os números: 8.135 não é o valor correto. Para resolver a conta de maneira mais simples, basta colocar no meio do número o algarismo das unidades e somar ao primeiro termo a casa das dezenas: (8+1)35 = 935.
Divertido, não? Existem muito truques como esse para você aprender a realizar contas mais rapidamente. Uma pesquisa no Google por “cálculo mental” retornará muitos sites interessantes para você vasculhar.

6. Memorize facilmente com a mnemônica


Anda muito esquecido? Precisa decorar alguma informação para a prova na escola? Não se preocupe: a mnemônica dá um jeito! Aparentemente, o ser humano consegue memorizar melhor dados que estão associados a alguma informação pessoal, espacial ou relativamente importante para você. É por isso, por exemplo, que nos cursinhos para vestibulares os professores bombardeiam os alunos com musiquinhas e macetes que facilitam a memorização.
Quer alguns exemplos? A fórmula da circunferência, por exemplo, pode ser lembrada como sendo a dos dois franceses chamados Pierre (C = 2 * pi * r). Existe também a fórmula do Chevette, usada para calcular a distância: X= v * T. E assim por diante. Há, inclusive, quem use as próprias mãos para saber qual mês tem 31 dias e qual não tem:

6 maneiras de turbinar o seu cérebro

Os nós dos dedos equivalem aos meses com 31 dias (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Na imagem acima, sempre que o mês corresponder com o nó dos dedos, ou seja, a elevação, ele possui 31 dias. Caso contrário, não. Note, por exemplo, que a técnica também cobre a sequência julho-agosto, ambos com o mesmo número de dias.
Portanto, fica a dica: quando quiser se lembrar de algo com mais facilidade, recorra à mnemônica. 

Por Felipe Arruda 
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/18061-6-maneiras-de-turbinar-o-seu-cerebro.htm#ixzz2Akzzw7SQ

Hora de turbinar seu raciocínio!

Os testes que você confere a seguir, tirados do livro "Deixe seu cérebro em forma", estimulam os dois lados do cérebro, treinam a agilidade mental e ainda testam sua memória. Cérebro à obra!
Texto • Redação

 

EXERCÍCIO 1: textos policiais

Leia as histórias a seguir uma vez. Depois, tente responder às perguntas propostas SEM CONSULTAR O TEXTO.

Conto da caixa registradora

 

Um comerciante tinha acabado de apagar as luzes da loja quando apareceu um homem exigindo dinheiro. O dono do estabelecimento abriu a caixa registradora. Tudo o que havia nela foi levado pelo homem, que fugiu correndo. Um policial foi notificado imediatamente.

 

PERGUNTAS

 O homem que abriu a caixa registradora era o dono. Certo ou errado?
 O homem só apareceu depois que as luzes foram apagadas. Certo ou errado?
– O assaltante era um homem. Certo ou errado?
– Nesse conto, há uma série de fatos em que apenas quatro pessoas são citadas: o dono da loja, o homem que pediu dinheiro e dois policiais. Certo ou errado?

A perseguição de carro


Um BMW em alta velocidade contornou o tribunal, perseguido por um Mercedes preto. Cantando pneu, furou um sinal que estava passando para o vermelho e, por pouco, não atropelou um idoso que atravessava a rua com uma bengala e uma sacola de supermercado. Um carro da polícia vinha no sentido oposto com as luzes e a sirene ligadas. O BMW desviou-se para evitar o carro da polícia, mas o Mercedes bateu num hidrante, que começou a esguichar água, fazendo a alegria das crianças no bairro.


PERGUNTAS

– Em que direção vinha o carro da polícia?
– Quantas coisas o idoso carregava?
– Qual a cor do sinal de trânsito?
– Qual dos carros bateu no hidrante?

E aí, como você se saiu?

Quantas das perguntas você conseguiu responder corretamente sem olhar no texto? E o que o ajudou a se recordar deles? Por exemplo, você leu mais devagar, pesquisou os dados na mente ou visualizou os fatos? Reflita sobre sua performance neste exercício e tente repetí-lo com outros textos no futuro. E fique atento: temos mais facilidade de nos lembrar de histórias de conteúdo emocional, como as que envolvem crimes, do que as que não têm essa natureza.

EXERCÍCIO 2: misturas circulares

Aguce sua visão e tente descobrir quais são as palavras ocultas nos círculos. A primeira letra pode estar em qualquer ponto e a leitura pode ser tanto em sentido horário quanto anti-horário. Respostas na última página!


EXERCÍCIO 3: compare e diferencie

Examine esta cena de fazenda e tente identificar coisas que pareçam estranhas. 5 ELEMENTOS ESTRANHOS estão ocultos nos galhos das árvores e OUTROS 5 ELEMENTOS estão entremeados no restante da figura.


EXERCÍCIO 4: em forma

Observe a figura abaixo com bastante atenção. Depois, cubra-a e copie o desenho do modo mais preciso que conseguir, em uma folha de papel.
Como se comparam os dois? Você conseguiu se lembrar da maioria dos detalhes?
Para um desafio extra, deixe a cópia de lado e tente desenhar a figura após uma pausa de meia-hora.

Misturas circulares – RESPOSTAS
1) inveja; 2) cavalo; 3) cinema; 4) frasco; 5) abelha; 6) peteca.

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado


Evitar fazer tudo no automático ajuda a turbinar a memória e a concentração 
Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.
A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente". 
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.
"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista. 
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.
Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho. 
 O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.
"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.
Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?  
Corpinho de 40 e mente de 20! 
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.
"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer". 
21 dicas para você montar seu treino 
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado; 
6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef; 
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão? 
Hábitos saudáveis

Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.
"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.  
POR NATALIA DO VALE - PUBLICADO EM 24/05/2010
Disponível: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/11342-21-exercicios-de-neurobica-que-deixam-o-cerebro-afiado

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sintomas do Estresse


Saiba de que forma o estresse afeta o seu corpo,  sua mente,  suas emoções e altera o seu comportamento.



Escala CARS para avaliação complementar de Autismo


Childhood Autism Rating Scale (CARS). Autismo infantil: tradução e validação da Childhood Autism Rating Scale para uso no Brasil

O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, e seu quadro comportamental é composto basicamente de quatro manifestações: déficits qualitativos na interação social, déficits na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório restrito de interesses e atividades.
 Somando-se aos sintomas principais, crianças autistas freqüentemente apresentam distúrbios comportamentais graves, como automutilação e agressividade em resposta às exigências do ambiente, além de sensibilidade anormal a estímulos sensoriais.
A prevalência do autismo varia de 4 a 13/10.000, ocupando o terceiro lugar entre os distúrbios do desenvolvimento infantil à frente das malformações congênitas e da síndrome de Down tipo de autismo permanece clínico. Os critérios atualmente utilizados são aqueles descritos no Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV) 4 . Os critérios do DSM-IV para diagnóstico de autismo têm um grau elevado de especificidade e sensibilidade em grupos de diversas faixas etárias e entre indivíduos com habilidades cognitivas e de linguagem distintas; no entanto, para avaliar os sintomas de forma quantitativa e refinar o diagnóstico diferencial, outros instrumentos são necessários. A Childhood Autism Rating Scale (CARS) foi desenvolvida ao longo de anos e é especialmente eficaz na distinção de casos de autismo leve, moderado e grave, além de discriminar crianças autistas daquelas com retardo mental.
É uma escala de 15 itens que auxilia na identificação de crianças com autismo e as distingüe de crianças com prejuízos do desenvolvimento sem autismo. Sua importância consiste na diferenciação do autismo leve-moderado do grave.
É breve e apropriada para uso em qualquer criança acima de 2 anos de idade. Sua construção foi realizada durante 15 anos e incluiu 1.500 crianças autistas. Para tal, levaram-se em conta os critérios diagnósticos de Kanner (1943), Creak (1961), Rutter (1978), Ritvo & Freeman (1978) e do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-III) (1980).
A escala avalia o comportamento em 14 domínios geralmente afetados no autismo, mais uma categoria geral de impressão de autismo. Estes 15 itens incluem: relações pessoais, imitação, resposta emocional, uso corporal, uso de objetos, resposta a mudanças, resposta visual, resposta auditiva, resposta e uso do paladar, olfato e tato, nervosismo, comunicação verbal, comunicação não verbal, nível de atividade, nível e consistência da resposta intelectual e impressões gerais.
Os escores de cada domínio variam de 1 (dentro dos limites da normalidade) a 4 (sintomas autistas graves). A pontuação varia de 15 a 60, e o ponto de corte para autismo é 30.

Tabela 2 - Versão em português da CARS

I - Relações pessoais:

1- Nenhuma evidência de dificuldade ou anormalidade nas relações pessoais: O comportamento da criança é adequado à sua idade. Alguma timidez, nervosismo ou aborrecimento podem ser observados quando é dito à criança o que fazer, mas não em grau atípico;
2- Relações levemente anormais: A criança pode evitar olhar o adulto nos olhos, evitar o adulto ou ter uma reação exagerada se a interação é forçada, ser excessivamente tímida, não responder ao adulto como esperado ou agarrar-se ao pais um pouco mais que a maioria das crianças da mesma idade;
3- Relações moderadamente anormais: Às vezes, a criança demonstra indiferença (parece ignorar o adulto). Outras vezes, tentativas persistentes e vigorosas são necessárias para se conseguir a atenção da criança. O contato iniciado pela criança é mínimo;
4- Relações gravemente anormais: A criança está constantemente indiferente ou inconsciente ao que o adulto está fazendo. Ela quase nunca responde ou inicia contato com o adulto. Somente a tentativa mais persistente para atrair a atenção tem algum efeito.

 II. Imitação:

1- Imitação adequada: A criança pode imitar sons, palavras e movimentos, os quais são adequados para o seu nível de habilidade;
2- Imitação levemente anormal: Na maior parte do tempo, a criança imita comportamentos simples como bater palmas ou sons
verbais isolados; ocasionalmente imita somente após estimulação ----ou com atraso;
 3- Imitação moderadamente anormal: A criança imita apenas parte do tempo e requer uma grande dose de persistência ou ajuda do adulto; freqüentemente imita apenas após um tempo (com atraso);
 4 - Imitação gravemente anormal: A criança raramente ou nunca imita sons, palavras ou movimentos mesmo com estímulo e assistência.

III. Resposta emocional:

1- Resposta emocional adequada à situação e à idade: A criança demonstra tipo e grau adequados de resposta emocional, indicada por uma mudança na expressão facial, postura e conduta;
2- Resposta emocional levemente anormal: A criança ocasionalmente apresenta um tipo ou grau inadequados de resposta emocional. Às vezes, suas reações não estão relacionadas a objetos ou a eventos ao seu redor;
3- Resposta emocional moderadamente anormal: A criança demonstra sinais claros de resposta emocional inadequada (tipo ou grau). As reações podem ser bastante inibidas ou excessivas e sem relação com a situação; pode fazer caretas, rir ou tornar-se rígida até mesmo quando não estejam presentes objetos ou eventos produtores de emoção;
4- Resposta emocional gravemente anormal: As respostas são raramente adequadas à situação. Uma vez que a criança atinja um determinado humor, é muito difícil alterá-lo.Por outro lado, a criança pode demonstrar emoções diferentes quando nada mudou.

IV. Uso corporal:

1- Uso corporal adequado à idade: A criança move-se com a mesma facilidade, agilidade e coordenação de uma criança normal da mesma idade;
2- Uso corporal levemente anormal: Algumas peculiaridades podem estar presentes, tais como falta de jeito, movimentos repetitivos, pouca coordenação ou a presença rara de movimentos incomuns;
3- Uso corporal moderadamente anormal:Comportamentos que são claramente estranhos ou incomuns para uma criança desta idade podem incluir movimentos estranhos com os dedos, postura peculiar dos dedos ou corpo, olhar fixo, beliscar o corpo, auto-agressão, balanceio, girar ou caminhar nas pontas dos pés;
4- Uso corporal gravemente anormal: Movimentos intensos ou freqüentes do tipo listado acima são sinais de uso corporal gravemente anormal. Estes comportamentos podem persistir apesar das tentativas de desencorajar as crianças a fazê-los ou de envolver a criança em outras atividades.

V. Uso de objetos:

1- Uso e interesse adequados por brinquedos e outros objetos: A criança demonstra interesse normal por brinquedos e outros objetos adequados para o seu nível de habilidade e os utiliza de maneira adequada;
2- Uso e interesse levemente inadequados por brinquedos e outros objetos: A criança pode demonstrar um interesse atípico por um brinquedo ou brincar com ele de forma inadequada, de um modo pueril (exemplo: batendo ou sugando o brinquedo);
3- Uso e interesse moderadamente inadequados por brinquedos e outros objetos: A criança pode demonstrar pouco interesse por brinquedos ou outros objetos, ou pode estar preocupada em usá-los de maneira estranha. Ela pode concentrar-se em alguma parte insignificante do brinquedo, tornar-se fascinada com a luz que reflete do mesmo, repetitivamente mover alguma parte do objeto ou exclusivamente brincar com ele;
4- Uso e interesse gravemente inadequados por brinquedos e outros objetos: A criança pode engajar-se nos mesmos comportamentos citados acima, porém com maior freqüência e intensidade. É difícil distrair a criança quando ela está engajada nestas atividades inadequadas.

VI. Resposta a mudanças:

1- Respostas à mudança adequadas à idade: Embora a criança possa perceber ou comentar as mudanças na rotina, ela é capaz de aceitar estas mudanças sem angústia excessiva;
2- Respostas à mudança adequadas à idade levemente anormal: Quando um adulto tenta mudar tarefas, a criança pode continuar na mesma atividade ou usar os mesmos materiais;
3- Respostas à mudança adequadas à idade moderadamente anormal: A criança resiste ativamente a mudanças na rotina, tenta continuar sua antiga atividade é difícil de distraí-la. Ela pode tornar-se infeliz e zangada quando uma rotina estabelecida é alterada;
4- Respostas à mudança adequadas à idade gravemente anormal: A criança demonstra reações graves às mudanças. Se uma mudança é forçada, ela pode tornar-se extremamente zangada ou não disposta a ajudar e responder com acessos de raiva.

VII. Resposta visual:

1- Resposta visual adequada: O comportamento visual da criança é normal e adequado para sua idade. A visão é utilizada em conjunto com outros sentidos como forma de explorar um objeto novo;
2- Resposta visual levemente anormal: A criança precisa, ocasionalmente, ser lembrada de olhar para os objetos. A criança pode estar mais interessada em olhar espelhos ou luzes do que o fazem seus pares, pode ocasionalmente olhar fixamente para o espaço, ou pode evitar olhar as pessoas nos olhos;
3- Resposta visual moderadamente anormal: A criança deve ser lembrada freqüentemente de olhar para o que está fazendo, ela pode olhar fixamente para o espaço, evitar olhar as pessoas nos olhos, olhar objetos de um ângulo incomum ou segurar os objetos muito próximos aos olhos;
4- Resposta visual gravemente anormal: A criança evita constantemente olhar para as pessoas ou para certos objetos e pode demonstrar formas extremas de outras peculiaridades visuais descritas acima.

VIII. Resposta auditiva: 

1- Respostas auditivas adequadas para a idade: O comportamento auditivo da criança é normal e adequado para idade. A audição é utilizada junto com outros sentidos;
2- Respostas auditivas levemente anormais: Pode haver ausência de resposta ou uma resposta levemente exagerada a certos sons. Respostas a sons podem ser atrasadas e os sons podem necessitar de repetição para prender a atenção da criança. A criança pode ser distraída por sons externos;
3- Respostas auditivas moderadamente anormais: As respostas da criança aos sons variam. Freqüentemente ignora o som nas primeiras vezes em que é feito. Pode assustar-se ou cobrir as orelhas ao ouvir
alguns sons do cotidiano;
4- Respostas auditivas gravemente anormais: A criança reage exageradamente e/ou despreza sons num grau extremamente significativo, independente do tipo de som.

IX. Resposta e uso do paladar, olfato e tato:

1- Uso e resposta normais do paladar, olfato e tato: A criança explora novos objetos de um modo adequado a sua idade, geralmente sentindo ou olhando. Paladar ou olfato podem ser usados quando adequados. Ao reagir a pequenas dores do dia a dia, a criança expressa desconforto, mas não reage exageradamente;
2- Uso e resposta levemente anormais do paladar, olfato e tato: A criança pode persistir em colocar objetos na boca; pode cheirar ou provar/experimentar objetos não comestíveis. Pode ignorar ou ter reação levemente exagerada à uma dor mínima, para a qual uma criança normal expressaria somente desconforto;
3- Uso e resposta moderadamente anormais do paladar, olfato e tato: A criança pode estar moderadamente preocupada em tocar, cheirar ou provar objetos ou pessoas. A criança pode reagir demais ou muito pouco;
4- Uso e resposta gravemente anormais do paladar, olfato e tato: A
criança está preocupada em cheirar, provar e sentir objetos, mais pela sensação do que pela exploração ou uso normal dos objetos. A
criança pode ignorar completamente a dor ou reagir muito fortemente a desconfortos leves.

X. Medo ou nervosismo:

1- Medo ou nervosismo normais: O comportamento da criança é adequado tanto à situação quanto à idade;
2- Medo ou nervosismo levemente anormais: A criança ocasionalmente demonstra muito ou pouco medo ou nervosismo quando comparada às rea-ções de uma criança normal da mesma idade e em situação semelhante;
3- Medo ou nervosismo moderadamente anormais: A criança demonstra bastante mais ou bastante menos medo do que seria típico para uma criança mais nova ou mais velha em uma situação similar;
4- Medo ou nervosismo gravemente anormais: Medos persistem mesmo após experiências repetidas com eventos ou objetos inofensivos. É extremamente difícil acalmar ou confortar a criança. A criança pode, por outro lado, falhar em demonstrar consideração adequada aos riscos que outras crianças da mesma idade evitam.

XI. Comunicação verbal:

1- Comunicação verbal normal, adequada à idade e à situação;
2- Comunicação verbal levemente anormal: A fala demonstra um atraso global. A maior parte do discurso tem significado; porém, alguma ecolalia ou inversão pronominal podem ocorrer. Algumas palavras peculiares ou jargões podem ser usados ocasionalmente;
3- Comunicação verbal moderadamente anormal: A fala pode estar ausente. Quando presente, a comunicação verbal pode ser uma mistura de alguma fala significativa e alguma linguagem peculiar, tais
como jargão, ecolalia ou inversão pronominal. As peculiaridades na fala significativa podem incluir questionamentos excessivos ou preocupação com algum tópico em particular;
4- Comunicação verbal gravemente anormal: Fala significativa não é utilizada. A criança pode emitir gritos estridentes e infantis, sons animais ou bizarros, barulhos complexos semelhantes à fala, ou pode apresentar o uso bizarro e persistente de algumas palavras reconhecíveis ou frases.

XII. Comunicação não-verbal:

1- Uso normal da comunicação não-verbal adequado à idade e situação;
2- Uso da comunicação não-verbal levemente anormal: Uso imaturo da comunicação não-verbal; a criança pode somente apontar vagamente ou esticar-se para alcançar o que quer, nas mesmas situações nas quais uma criança da mesma idade pode apontar ou gesticular mais especificamente para indicar o que deseja;
3- Uso da comunicação não-verbal moderadamente anormal: A criança geralmente é incapaz de expressar suas necessidades ou desejos de forma não verbal, e não consegue compreender a comunicação não-verbal dos outros;
4- Uso da comunicação não-verbal gravemente anormal: A criança utiliza somente gestos bizarros ou peculiares, sem significado aparente, e não demonstra nenhum conhecimento do significados associados aos gestos ou expressões faciais dos outros.-

XIII. Nível de atividade:

1- Nível de atividade normal para idade e circunstâncias: A criança não é nem mais nem menos ativa que uma criança normal da mesma idade em uma situação semelhante;
2- Nível de atividade levemente anormal: A criança pode tanto ser um pouco irrequieta quanto um pouco “preguiçosa”, apresentando, algumas vezes, movimentos lentos. O nível de atividade da criança interfere apenas levemente no seu desempenho;
3- Nível de atividade moderadamente anormal: A criança pode ser bastante ativa e difícil de conter. Ela pode ter uma energia ilimitada ou pode não ir prontamente para a cama à noite. Por outro lado, a criança pode ser bastante letárgica e necessitar de um grande estímulo para mover-se;
4- Nível de atividade gravemente anormal: A criança exibe extremos de atividade ou inatividade e pode até mesmo mudar de um extremo ao outro.

XIV. Nível e consistência da resposta intelectual:

1- A inteligência é normal e razoavelmente consistente em várias áreas: A criança é tão inteligente quanto crianças típicas da mesma idade e não tem qualquer habilidade intelectual ou problemas incomuns;
2- Funcionamento intelectual levemente anormal: A criança não é tão inteligente quanto crianças típicas da mesma idade; as habilidades apresentam-se razoavelmente regulares através de todas as áreas;
3- Funcionamento intelectual moderadamente anormal: Em geral, a criança não é tão inteligente quanto uma típica criança da mesma idade, porém a criança pode funcionar próximo do normal em uma ou mais áreas intelectuais;
4- Funcionamento intelectual gravemente anormal: Embora a criança geralmente não seja tão inteligente quanto uma criança típica da mesma idade, ela pode funcionar até mesmo melhor que uma criança normal da mesma idade em uma ou mais áreas.

XV. Impressões gerais:

1- Sem autismo: a criança não apresenta nenhum dos sintomas característicos do autismo;
2- Autismo leve: A criança apresenta somente um pequeno número de sintomas ou somente um grau leve de autismo;
3- Autismo moderado: A criança apresenta muitos sintomas ou um grau moderado de autismo;
4- Autismo grave: a criança apresenta inúmeros sintomas ou um grau extremo de autismo.
Pode ser pontuada utilizando valores intermediários =1,5; 2,5; e 3,5.

15-30 = sem autismo 30-36 = autismo leve-moderado 36-60 = autismo grave

Este estudo traduziu e validou para a língua portuguesa, do Brasil, a CARS, uma escala mundialmente utilizada para diagnóstico e classificação do autismo e que, pela sua importância, já está traduzida para o japonês, sueco, francês, entre outros idiomas.
O DSM-IV representa um sistema de classificação desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e utiliza as três características básicas do autismo, enquanto os 15 itens da CARS permitem um diagnóstico mais objetivo ao incluírem as características de autismo primário descritas por Kanner, as observadas por Creak & Rutter e escalas adicionais (CID-10 e DSM-IV).
. A correspondência entre os dois métodos pode chegar a 98%9, sendo, portanto, complementares no diagnóstico.

Fonte: Pereira A, Riesgo RS,Wagner MB.Childhood autism: translation and validation of the Childhood Autism Rating Scale for use in Brazil.