quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Retorno do Programa TDAH na Escola




Atendimento Neurológico
Dr: Francisco Alencar

Mascote do Programa
 Mariana, vida concebida enquanto esperávamos o retorno das atividades do Programa TDAH na Escola

O TDAH e as relações conjugais

Seu marido não percebe quando você corta o cabelo?
É indiferente e nunca se lembra do aniversário de casamento?
Vive enrolado e cheio de problemas?

Talvez ele sofra de TDAH!

O TDAH ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tem início na infância e evolui com sintomas ao longo da vida em mais de 70% dos casos¹. Acomete 4% dos adultos e cursa com prejuízos em vários setores, inclusive na esfera conjugal. Pessoas com TDAH quando comparadas a quem não tem o transtorno têm mais dificuldade no controle da atenção, hiperatividade e impulsividade. Nelas, as atividades cerebrais responsáveis pelo comportamento, organização e autocontrole estão comprometidas interferindo nas ações do cotidiano. Entre os problemas de origem neurobiológica provavelmente o TDAH é o que mais contribui para as dificuldades entre marido e mulher.

A incapacidade básica de prestar atenção, típica do TDAH, costuma gerar uma gama de comportamentos “mal vistos” dentro de um relacionamento como parecer não ouvir o outro, não perceber os sentimentos do outro, não lembrar datas ou acontecimentos importantes do casal, não dividir as tarefas da casa e não se lembrar de encontros previamente agendados com o parceiro. Sujeitos com TDAH são 30% mais imaturos e sensíveis e na maioria das vezes agem de modo infantil e pirracento dando ao parceiro a sensação de estar lidando com um filho e não com um marido, de quem se espera um compartilhamento dos ônus e bônus da relação².

Alguns têm o pavio curto e são explosivos, impacientes, irritadiços e inconstantes. Quando estão de mau humor podem não controlar a raiva e agir desproporcionalmente à situação. A presença de tais características na mesma pessoa costuma dar a impressão de falta de amor e consideração pelo parceiro com TDAH. A cabeça sempre cheia de pensamentos desorganizados dificulta o engajamento e o estabelecimento de intimidade, ao dificultar que eles destinem tempo suficiente à relação, mantendo-a no foco principal pelo tempo necessário. Em consequência, é comum serem percebidos como pessoas frias, insensíveis, egoístas e hedonistas, características nada desejáveis em um relacionamento saudável.

A impulsividade piora ainda mais a relação, as decisões tomadas sem consultar o/a parceiro/a, de "cabeça quente" e sem pensar. Muitas vezes se esquecem de comunicar algo importante, por achar que já o fizeram. Pelo jeito “avoado” de ser, esgotam seus parceiros. Por se tratar de uma disfunção executiva, o TDAH promove um estado deficitário nas ações voluntárias de modo geral, especialmente na memória, planejamento, organização, gerenciamento do tempo e emoções.

Seus atos estão na dependência da motivação e sensação de prazer e recompensa imediata, por isso costumam ser passionais e inconstantes. No início do relacionamento ou de uma atividade tudo é regado a mimo, atenção e paixão sem fim. Em pouco tempo vem uma sensação de fastio, tédio e intransigência, associados a uma sensação de entorpecimento e indiferença, até que uma nova atração surja, com mais novidade e adrenalina, que o obrigará a por em teste a sua capacidade de sedução e prazer. Daí se origina a compulsão por atividades de risco e a sensação de tédio por atividades difíceis, monótonas, burocráticas, repetitivas e as que demandam mais responsabilidade e resiliência, como casamento e emprego.

Quanto à atividade sexual, as queixas também são frequentes. Talvez a mais comum seja a de falta de intimidade sexual genuína. Para isso é preciso que o parceiro se desligue de tudo e foque no momento, tarefa complexa para quem tem TDAH. Pode surgir a sensação de tédio sexual, pois indivíduos com TDAH têm a sensação de perderem o interesse pela rotina, querendo sempre mudar para atividades ou pessoas mais estimulantes. Esse sentimento de enfado sexual é uma das razões para as altas taxas de divórcio observadas entre os casais onde um deles tem o TDAH.

O trabalho também se mostra um grande inimigo. As situações podem ser extremas, desde aquelas que não conseguem se firmar no emprego e que estão sempre trocando de serviço (alta rotatividade profissional) às que permanecem no emprego, mas de modo deficitário, sempre chegando atrasado, levando advertência do chefe e com os compromissos sempre fora do prazo. Em geral, pessoas com TDAH têm menos anos de escolaridade, trabalham menos horas e têm um salário menor, não persistem em cargos de dia todo e nem suportam serviços burocráticos. Ao contrário, outros são “workaholic”, hiperfocados no trabalho, ficando horas e dias debruçados em relatórios que têm a fazer, ficando geralmente acordados até a madrugada, relegando o relacionamento à segundo plano.

O cônjuge sem TDAH com frequência relata solidão e não desfruta a vivência de compromisso e cumplicidade, essenciais para um relacionamento saudável. Com os anos, a relação costuma ficar fria e desgastada. Ressentimento, mágoa e maus tratos são constantes³. Vários rótulos permeiam a relação, como os de preguiçosos, burros, volúveis, egoístas, relaxados, irresponsáveis, entre outros. Os maridos se queixam que as esposas vivem “sonhando”, sempre “no mundo da lua", sem trabalhar e sem desenvolver o seu potencial. Elas, com frequência, se sentem depressivas e frustradas com o casamento, e com a sensação permanente de estarem presas a uma armadilha (Hallowell e Ratey, 1994).

Lamentavelmente, problemas de saúde mental são pouco divulgados em nossa sociedade, e portadores e familiares pagam um alto preço devido a este desconhecimento. É o caso do TDAH, onde pessoas acometidas agem assim por conta de um comprometimento neurobiológico. O fator que mais contribui para desentendimentos entre o casal é, sem dúvida, a falta de informação. Sem ela, o TDAH jamais será incluído entre as hipóteses diagnósticas em casos de sofrimento conjugal. Ao ignorar que o modo de agir do parceiro/a está ligado ao fato de ele ter um problema neurobiológico, faz toda a diferença. O processo de conhecimento do TDAH satisfaz a ambos os cônjuges acarretando um fortalecimento dos vínculos afetivos da relação.

Referências:

¹ CHADD, 2000

² Guilherme PR et al., 2007; Johnston e Mash, 2001

³ Erel e Burman 1995

Escrito por Dra. Eveyn Vinocur


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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O impacto do sono no TDAH

Quando nos referimos ao portador de TDAH sempre nos vem à mente à criança ou adolescente inquieto, que não consegue ficar parado um minuto sequer, que se mete onde não é chamado e que incomoda a todos ao seu redor. Ou ainda, o desatento a quem se precisa está sempre chamando atenção para aquilo que esqueceu, deixou de fazer ou pelos objetos que não sabe onde colocou.
Não é comum pensarmos no adulto, não diagnosticado que se sentiu o tempo todo como um peixe fora d'água. Um estranho no ninho que sofreu todo tipo de rótulo em casa, na escola  sem entender o porquê. Que cresceu inseguro, que sofre pelas escolhas erradas, que não tem capacidade de aprender com os erros. Que não consegue estabelecer um objetivo e ter perseverança para atingi-lo. Além de tantos outros problemas associados. Veja o que dizem os pesquisadores sobre os problemas relacionados ao sono.


                                       

Pesquisadores constataram que os adolescentes precisam de mais horas de sono do que qualquer outro grupo de pessoas. Eles precisam de, em média de 9 horas e meia de sono por noite. A tendência natural dos adolescentes é dormir e acordar cada vez mais tarde. Aqueles que não dormem a quantidade de horas necessárias apresentam com mais frequência, comportamento irritadiço e maior dificuldade em manter a concentração em sala de aula.  
As pesquisas apontam que 56% dos jovens com TDAH têm distúrbios do sono. Eles apresentam dificuldades tanto para dormir quanto para acordar. Mesmo quando deitam cedo, não conseguem dormir logo. Alem disso, jovens com TDAH frequentemente não dormem bem: 55% acordam com a sensação de ‘estar cansado’, mesmo após dormir 8 horas ou mais.
De fato, uma das maiores queixas dos pais de crianças/jovens com TDAH é a dificuldade em acordá-los de manhã. O desafio diário para conseguir fazer o jovem levantar-se cedo, não raramente produz alto nível de estresse familiar. Na verdade este é um momento crítico, pois a pressão colocada sobre a criança/jovem para que se levante, quase sempre vem acompanhada de brigas, críticas, confusão, pressa, e toda sorte de fatores e condutas que aumentam a sobrecarga de frustração emocional, sensação de impotência e desânimo. Decididamente, esta não é uma boa maneira de começar o dia. A criança/jovem com TDAH e distúrbio do sono, que já tem que lidar habitualmente com suas dificuldades, que não tem um sono reparador e ainda passa por esta pressão ao acordar, já chega à escola altamente frustrado, irritado e ainda mais cansado. É fácil então concluir, que tal processo se reflete no desempenho em sala de aula.
Apesar de esta situação ser frustrante também para os pais, é preciso entender a ‘forma de funcionar’ dos filhos e buscar soluções, que estão para além de simplesmente pressioná-los diariamente a levantar-se a todo custo e encarar a escola logo cedo.
O aumento das demandas que vem ocorrendo desde o ensino fundamental ao universitário contribui de forma expressiva para que os sintomas do TDAH estejam cada vez mais visíveis, principalmente durante a adolescência. Os jovens têm mais aulas, mais matérias, mais professores, mais trabalhos para entregar, mais tarefas de casa, e tudo isso exige alta habilidade nas funções executivas, capacidade de organização e atividades independentes. Como a criança/jovem com TDAH tem disfunção executiva, ele se sente sobrecarregado, e, quase sempre, deixa suas tarefas inacabadas.
Nos Estados Unidos e no Reino Unido, algumas escolas adotaram o sistema de horário alternativo, iniciando as atividades escolares um pouco mais tarde, para atender as necessidades específicas destes alunos. Os estudos comparativos mostram que, jovens que adotaram horários de aula alternativos (a partir das 9 ou 10 da manhã), tiveram melhoras significativas no desempenho acadêmico e social. Mas, algumas outras mudanças na rotina da família também podem ajudar.
De acordo com diversos achados científicos, as informações mais importantes são processadas e consolidadas no nosso cérebro durante o sono. A falta de sono afeta a memória e a habilidade de se concentrar. Imagine então, o efeito dos problemas de sono numa pessoa com TDAH! É muito importante os pais entenderem a conexão entre o déficit de atenção e problemas com sono, em seus filhos, envolvendo profissionais médicos e educadores na busca de minimizar os prejuízos acadêmicos e pessoais.
É importante também observar a existência de comorbidades nas crianças/jovens com TDAH. Depressão e ansiedade, por exemplo, são comorbidades frequentes nas pessoas com TDAH, e afetam diretamente a qualidade do sono.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

O papel da educação no desenvolvimento psíquico das crianças

De acordo com a literatura, de uma maneira bem simples, podemos dizer que o desenvolvimento cognitivo ou cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos. Porém, a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial.
Assim como o desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento psíquico das crianças tem lugar no processo de educação. Muito embora o que determine diretamente o desenvolvimento do psiquismo de uma criança seja a sua própria vida – ou seja, são suas condições reais de vida que fornecerão as oportunidades esperadas para um desenvolvimento saudável ou agirão como facilitador de risco para a saúde mental. Ou seja, as crianças que sobrevivem aos efeitos dos agentes internos (riscos biológicos) acabam passando por situações de estresse relativas às condições desfavoráveis em que vivem propiciadas, na sua maioria, pela violência, mudanças na estrutura familiar e, em algumas áreas específicas, pela diminuição do suprimento alimentar, ou seja, pela pobreza em si (agentes externos).

 Contudo, o desenvolvimento do psiquismo não reflete de maneira automática tudo o que atua sobre a criança. O efeito dos agentes externos, a influência da educação e do ensino, depende de como se realizam estas influências e do terreno já anteriormente formado sobre o qual recaem. Partindo desse pressuposto, arriscamos afirmar que o papel do ensino é organizar a vida da criança, criar condições para seu desenvolvimento. E é graças a esse ensino, organizado e dirigido pelo adulto, que a criança assimila um amplo círculo de conhecimentos e aprende as habilidades socialmente elaboradas e as formas de conduta criadas na sociedade.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que é NEUROFEEDBACK?


O desenvolvimento tecnológico vem permitindo o surgimento das mais avançadas técnicas de abordagem do funcionamento cerebral em um nível nunca visto antes. Entre as mais modernas e promissoras tecnologias para análise e modulação da mente, se destaca o Neurofeedback. O equipamento de Neurofeedback consegue detectar os padrões de ondas cerebrais e redirecioná-los para otimização do equilíbrio e potenciais cerebrais.
O Neurofeedback  estimula as habilidades naturais do cérebro, regenerando e desenvolvendo suas potencialidades. Desta forma, ele pode corrigir distúrbios e aprimorar as funções cerebrais. O Neurofeedback tornou possível mudar padrões de comportamento de forma mais rápida e fácil, isto é, mudar a mente através do treinamento direto do cérebro. A neurociência demonstrou que o Ser Humano não está nas mãos do inconsciente como pensava-se anteriormente.
O Neurofeedback vem a ser uma  técnica recente e que está revolucionando o conceito de tratamento psicológico. Também conhecido como Eletroencefalograma Biofeedback,  estimula as habilidades naturais do cérebro, regenerando e desenvolvendo suas potencialidades. Desta forma, ele pode corrigir distúrbios e aprimorar as funções cerebrais de modo mais constante.
O funcionamento do cérebro se dá através de pequenas descargas elétricas, que estabelecem as comunicações entre os neurônios. A partir de sensores dispostos no couro cabeludo, pode-se ver na tela do computador toda a atividade elétrica do cérebro em tempo real e, a partir de uma avaliação, estabelecer o que precisa ser treinado, em quais regiões do cérebro e como as informações serão dadas de volta (feedback) para o cérebro. Com o equipamento de neurofeedback pode-se treinar uma pessoa a aumentar ou diminuir a produção de qualquer uma das faixas de frequência das ondas cerebrais no local do cérebro desejado, de acordo com o estado físico e emocional que se almeja alcançar.
Esse novo padrão de frequências cerebrais aprendido se estabelece de forma duradoura, sem mais a necessidade de lançar mão dos medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos, estimulantes, etc.) que possuem tantos efeitos colaterais e precisam ser tomados por longos períodos de tempo. Os resultados obtidos pelo Neurofeedback são equiparáveis aos resultados do uso de medicação, com a vantagem de não ter efeitos colaterais e de uma permanência dos resultados depois de concluída a intervenção. É um tratamento que muda  a forma  como o cérebro funciona, e, uma vez que a  habilidade é apreendida, ela se estabelece como uma nova forma de funcionamento cerebral.
O aperfeiçoamento de cérebros saudáveis também pode ser realizado com o Neurofeedback, aumentando as capacidades intelectuais, cognitivas e criativas de executivos, educadores, estudantes e artistas; e também o desempenho esportivo dos atletas.
O procedimento utilizado pelo Neurofeedback se baseia em nossa capacidade de exercitar determinados  processos mentais, como  relaxamento, concentração e a visualização de imagens. Utilizando um aparelho de EEG (eletroencefalograma) ligado a um computador, temos condições de avaliar e visualizar, em tempo real, as frequências das nossas ondas cerebrais. Estes sinais emitidos são interpretados e examinados por softwares específicos, que respondem com sinais sonoros e visuais, gerando uma retroalimentação (feedback), que nos permite avaliar as condições dos nossos processos mentais, com isto, é possível a realização de um treinamento para reprogramação de nosso cérebro.
O Neurofeedback nos possibilita o conhecimento de nosso estado mental e quais são os níveis de atividade cerebral mais apropriados a cada processo mental. Se nossa intenção for a de aumentar nossa capacidade de concentração para suprimir o déficit de atenção, então o equipamento de EEG vai nos possibilitar o reconhecimento de sinais de distração e ensinar nosso cérebro a trabalhar mais rápido. Poderemos, também, aprender a conduzir nosso cérebro  a reconhecer e  reequilibrar,  com  atividades  adequadas,  os  níveis   inadequados  de stress, de depressão, de ansiedade, etc. A eficácia deste treinamento está comprovado por muitas pesquisas científicas, que indicam que o treinamento cerebral estimula mudanças progressivas e estáveis em nossa atividade cerebral.
Depois de constatado, através da avaliação neurológica do cliente com a tecnologia do Neurofeedback, um funcionamento inadequado em sua atividade cerebral, elabora-se um protocolo específico de tratamento para treinamento do cérebro. A terapia do Neurofeedback pode ser aplicada nos seguintes casos:
• Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH;
• Dislexia (dificuldades de ler palavras e dificuldades de reconhecer palavras);
• Discalculia (distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números);
• Disgrafia (dificuldade na escrita está associada à dislexia);
• Demais perturbações da aprendizagem;
• Perturbações do desenvolvimento;
• Controle de crises convulsivas na epilepsia;
• Prevenção de cefaleias de tensão e enxaquecas;
• Ansiedade e Stress;
• Depressão e outras perturbações do humor;
• Perturbações do sono;
• Otimização da performance no esporte;
• Treino de otimização da Performance  Mental (Mente de Alta Performance);
• Otimização da Performance Profissional;
• Otimização da Performance no Esporte.
O aperfeiçoamento de cérebros saudáveis também pode ser beneficiado com o Neurofeedback, aumentado nossas capacidades cognitivas, de concentração, de criatividade e também no desempenho de atletas, artistas, executivos, educadores e outros profissionais.
Para realizar esse processo de otimização do funcionamento cerebral, primeiramente faz-se uma avaliação, medindo-se a atividade elétrica do cérebro do cliente através de um eletroencefalograma espectral, enquanto ele realiza tarefas, que ativam áreas diferentes do seu cérebro (cálculos, leituras, memorizações, raciocínios lógicos, concentração). De posse desta avaliação inicial, é possível detectar quais áreas cerebrais estão com seu desempenho comprometido e que precisam ser ensinadas a trabalhar de maneira mais funcional.
Na sequência desta avaliação, um treinamento, devidamente individualizado, pode ser concebido, otimizando o tempo de treinamento e centrando-se nas áreas de desvio e interesse do cliente.
A terapia com Neurofeedback é completamente  natural e se dá através de  reforçamento  condicionado, no qual o cliente  identifica e altera, voluntariamente, as frequências das ondas cerebrais nas áreas que demandam correção.
Comumente são relatadas mudanças comportamentais a partir da 10ª sessão, embora algumas pessoas tenham fortes mudanças mesmo depois da sua primeira sessão. Contudo, são necessárias, em média, de 30 a 40 sessões, antes de um resultado permanente ser estabelecido.

Tratamento para Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH

                                   
Crianças com Déficit de Atenção apresentam níveis de hiperatividade, impulsividade e desatenção inadequados para sua faixa de idade. Em torno de 5 a 8% das crianças são portadoras deste transtorno e, em geral, apresentam problemas de adaptação social, de aprendizagem e a metade delas terão problemas de adaptação psicológica na vida adulta.

CÉREBRO COM TDAH - ALTA ATIVIDADE DE ONDAS TETA NO CÓRTEX PRÉ- FRONTAL

Neurofeedback pode beneficiar crianças com dificuldade de atenção e hiperatividade. Estudos funcionais de imagemcerebral (RMF – Ressonância Magnética  Funcional e PET – Tomografia por Emissão de Pósitron) e de Eletrencefalografia    sobre  a  atividade  do  cérebro,em portadores de TDAH, têm apresentado uma atividade diminuida com grande quantidade de ondas teta (ondaslentas), no córtex pré-frontal. Estas ondas são predominantes, quando estas crianças estão envolvidas em tarefas que exigem atenção, dificultando muito seu desempenho em provas cognitivas relacionadas com o controle das funções executivas  (memória  de trabalho, planejamento,monitoração e execução de atividades complexas ou novas para o indivíduo).
O treinamento da atenção e das funções executivas por meio do Neurofeedback tem demonstrado que é possível corrigir padrões  de  atividade  cerebral (Beauregard  &  Levesque, 2006; Olsen et al., 2004). Os resultados obtidos pelo Neurofeedback em relação ao controle dos sintomas e da atividade do cérebro são equiparáveis aos resultados do uso de medicação (Rossiter & LaVaque, 1995; Fuchs et al., 2003; Monastra, Monastra & Geroge, 2002), com a vantagem de não ter feitos colaterais e de uma permanência maior depois de concluída a intervenção (Monastra, 2005).
As pessoas que forem diagnosticadas com Défict de Atenção e Hiperatividade – TDAH, poderão receber um tratamento terapêutico neurológico através da tecnologia do Neurofeedback. A proposta de terapia por Neurofeedback, com pessoas portadoras de TDAH, consiste em uma avaliação neuropsicológica (cognitiva, emocional, comportamental e social), uma avaliação eletro encefalográfica espectral e treinamentos da atenção, das funções executivas e do contole motor. O plano de trabalho consiste de 20 a 45 sessões, dependendo das necessidades do tratamento.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Grupo de apoio aos familiares e portadores de TDAH


     Criamos no último sábado, 29/06, um grupo de apoio aos familiares e portadores de TDAH na CLÍNICA ESPAÇO DO EQUILÍBRIO em Teresina-PI. 
Parabéns à Cláudia, mentora do grupo, pela luta em prol dos direitos do filho e para a Raquel que nos cedeu o espaço.
      Foi muito emocionante ouvir as pessoas falarem sobre suas lutas, suas angústias de forma tão verdadeira e espontânea. Histórias tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes na luta, na dor, no sofrimento, nos êxitos e também nos fracassos!
     Muito gratificante poder contribuir e receber contribuições. Em deixar de se sentir única no sofrimento para ser apenas uma a mais em meio a tantas que sofrem, sem contudo, deixar de lutar, buscar e ACREDITAR!!!
Que o SENHOR nos abençoe e nos ilumine... Que possamos nos fortalecer a cada dia pela ajuda mútua e pelo espírito de solidariedade..


Programa TDAH na Escola:

terça-feira, 25 de junho de 2013

TEORIA TRIÁDICA DE INTELIGÊNCIA

Preocupado com as questões mais gerais sobre o comportamento inteligente, o renomado pesquisador da Universidade de Yale, Robert Sternberg (1996) desenvolveu a Teoria Triádica da Inteligência. Segundo este pesquisador, os testes de QI não são válidos para medir o tipo de inteligência exigida para o sucesso no mundo real, como por exemplo, para a carreira profissional de uma pessoa. Para Sternberg, o comportamento inteligente é muito amplo, não sendo passível de ser medido da forma tradicional. Ele argumenta que a pessoa pode ser inteligente de três formas: pelo uso de uma inteligência analítica; ou pelo uso de uma inteligência criativa; ou ainda pelo uso de uma inteligência prática. Vamos considerar cada uma dessas inteligências em relação à criança em seu percurso de desenvolvimento.
A criança que se destaca por sua inteligência analítica é aquela que, em geral, o professor gosta de ter em sala de aula: academicamente brilhante, tira boas notas nos testes, aprende com facilidade e com pouca repetição, tem facilidade em analisar as ideias, pensamentos e teorias. Gosta de livros e muitas vezes aprende a ler sozinha ou com pouca instrução. A escola tradicionalmente reforça as habilidades analíticas de seus alunos, ao acentuar a memorização e reprodução dos conhecimentos, muitas vezes em detrimento da aplicação e do ensino de técnicas para o desenvolvimento do pensamento criador. Assim é que a pessoa essencialmente analítica muitas vezes carece de idéias novas e originais e pode ter dificuldade em um ambiente que exija respostas diferentes e incomuns.
Já a criança que se destaca por suas habilidades de pensamento criativo apresenta, em geral, talentos e dificuldades opostos. A pessoa com inteligência criativa nem sempre tem as melhores notas e nem sempre se destaca na escola por suas habilidades acadêmicas. No entanto, demonstra grande imaginação e habilidade em gerar ideias interessantes e criatividade na forma de escrever ou falar e de demonstrar suas aptidões e competências. Essa criança tende a ter independência de pensamento e de ideias, a ver humor em situações que nem sempre os outros percebem como tal e são muitas vezes consideradas o “palhaço da turma”, 
A terceira forma de ser inteligente, conforme Sternberg, leva em consideração a facilidade da criança em se adaptar ao ambiente e desempenhar atividades que são adequadas para o desenvolvimento de uma tarefa. A criança demonstra inteligência prática e senso-comum, sendo capaz de chegar a qualquer ambiente, fazer um levantamento do que é necessário para atingir algum objetivo prático, e executar sua tarefa com precisão. 
À medida que ganha experiência de vida, a pessoa prática demonstra esta inteligência com mais intensidade, o que a permite lidar com as pessoas e conseguir que um determinado trabalho seja executado, percebendo o que funciona e o que não funciona. É a inteligência prática ou conhecimento tácito que, no contexto de vida prática, é responsável pela melhor adaptação da pessoa ao ambiente e para o sucesso no mundo real, principalmente no desempenho profissional. 
Tomemos o exemplo de um professor. É desejável que, para o sucesso de sua profissão, o professor tenha bem memorizado os conhecimentos relacionados à disciplina que ensina; é também desejável que aplique técnicas instrucionais com criatividade e imaginação; além disso, a forma com que utiliza o currículo deve ser adaptada ao contexto da sua sala de aula, às necessidades individuais de seus alunos e às demandas sociais da sua população estudantil.
Conclui Sternberg que os tradicionais testes de inteligência poderão ser bons preditores de sucesso do aluno na sua vida acadêmica, mas terão pouco impacto na predição do sucesso na vida prática e no ambiente de trabalho, que exigirão outras formas de inteligência não abarcadas pelos testes. Para serem justos para com a inteligência a ser medida, há necessidade do uso de outros tipos de testes, que não só os de lápis-e-papel, e que sejam mais amplos e flexíveis.

Fonte: 
VIRGOLIN, Angela. Altas Habilidades/Superdotação: Encorajando Potenciais. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de educação Especial, 2007.

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sábado, 15 de junho de 2013

CÓRTEX CINGULADO ANTERIOR PREGENUAL


Que vergonha!
Uma das emoções mais poderosas que se é capaz de sentir é também uma das manifestações humanas menos estudadas: só recentemente a ciência começou a entender por que tanta gente "morre de vergonha". Uma pesquisa apresentada num encontro da Academia Norte-americana de Neurologia localizou a região do cérebro responsável pelo sentimento de vergonha: "córtex cingulado anterior pregenual".

Os participantes do estudo foram filmados cantando e depois tiveram de assistir ao vídeo. O nível de vergonha que eles sentiam era medido pelas expressões faciais e por fatores fisiológicos, como o suor e os batimentos cardíacos. Em seguida, foram submetidos a exames de ressonância magnética para fazer o mapeamento do cérebro.

A importância médica da descoberta está no fato de que a região se atrofia no caso de doenças neurodegenerativas – grupo de doenças que inclui, entre outros, os males de Parkinson e Alzheimer. "Essa região do cérebro previu o comportamento”, afirmou Virgina Sturm, professora da Universidade da Califórnia em São Francisco, autora do estudo. "Quanto menor for a região, menos vergonha a pessoa sente", explicou.

Saber que as pessoas perdem a capacidade de sentir vergonha e qual parte do cérebro comanda essa capacidade pode sugerir modos de diagnosticar mais cedo certas doenças neurodegenerativas.

"Não é que eles não tenham nenhuma reação emotiva, mas pacientes com perda nessa região do cérebro parecem perder mais emoções sociais complexas", esclareceu Sturm.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php ehttp://super.abril.com.br/cotidiano/vergonha-438809.shtml

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

De acordo com a Lei nº 11.259/2005 conhecida como “Lei de Busca Imediata” não é necessário esperar 24h para registrar Boletim de Ocorrência por desaparecimento. Em fevereiro de 2010 a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com o Ministério da Justiça e com o apoio da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidas, desenvolveram o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidas. O Cadastro consiste em um banco de dados alimentado com informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos, incluindo as pessoais, como também as informações relativas à identificação civil e à imagem. O objetivo é resguardar os direitos humanos de crianças e adolescentes visando ampliar um esforço coletivo para a busca e localização dos desaparecidos. Para cadastrar um desaparecido acesse:www.desaparecidos.gov.br
                                                       
















TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA


Segundo Dr. Gustavo Teixeira, Médico psiquiatra da infância e adolescência, a identificação precoce dos transtornos do espectro autista, em bebês e crianças pequenas é fundamental para o rápido início do tratamento. O déficit no comportamento social é uma característica marcante do autismo e devemos procurá-lo em bebês. Nesses casos, os pequenos tendem a evitar contato visual e mostram-se pouco interessadas na voz humana. Não assumem a postura antecipatória, como colocando seus braços à frente para serem levantados pelos pais, são indiferentes ao afeto e não demonstram expressão facial ao serem acariciados. Outra característica observada em alguns bebês e crianças pequenas com transtorno do espectro autista é que eles podem iniciar normalmente o desenvolvimento de habilidades sociais, entretanto, de repente ocorre uma interrupção dessa evolução e a criança começa a regredir em seu desenvolvimento. Por exemplo: a criança com dois anos de idade que para de falar, para de mandar tchau e para de brincar socialmente, como nos jogos do tipo pega-pega. Quando crianças, não seguem seus pais pela casa e não demonstram ansiedade de separação dos mesmos. Não se interessam em brincar com familiares ou com outras crianças e não há interesse por jogos e atividades de grupo. Suas ações podem se limitar a atos repetitivos e estereotipados, como cheirar e lamber objetos ou bater palmas e mover a cabeça e tronco para frente e para trás. O interesse por brinquedos pode ser peculiar, a criança pode se interessar pelo movimento circular da roda de um carrinho ou pelo barulho executado por ele, por exemplo. Essas alterações estão relacionadas com respostas não usuais a experiências sensoriais diferentes vivenciadas pela criança. Pode ocorrer fascinação por luzes, sons e movimentos que o desperte para um interesse muito grande, por exemplo, pelo ventilador de teto ou por uma batedeira elétrica. A textura, cheiro, gosto, forma ou cor de um objeto pode também desencadear interesse peculiar na criança. O paciente autista pode se sentir incomodado por pequenas mudanças em sua rotina diária, resultando muitas vezes em violentos ataques de raiva. Também é observado que quase a totalidade de crianças autistas resiste em aprender ou a praticar uma nova atividade.  

SINAIS DE ALERTA EM BEBÊS

·         Evita contato visual (quando é amamentado, por exemplo)
·         Não demonstra expressão facial ao ser acariciado
·         Não sorri, quando você sorri para ele
·         Indiferente ao afeto
·         Pouco interessado na voz humana
·         Não acompanha os objetos, quando se movem
·         Não demonstra ansiedade, quando você se afasta dele
·         Não eleva os braços para ser elevado do berço
·         Não responde, quando chamado pelo nome 

AUTISMO NA ESCOLA

·         Não aponta para objetos
·         Não manda tchau
·         Não entende jogos sociais, como pega-pega ou esconde-esconde
·         Não utiliza gestos para se comunicar
·         Não imita seu comportamento ou expressões faciais
·         Não se interessa em brincar com outras crianças
·         Não há interesse por jogos e atividades de grupo
·         Não pede ajuda
·         Interesse peculiar por brinquedos ou por partes dele
·         Atos repetitivos e estereotipados
·         Ataques de raiva na presença de pequenas mudanças em sua rotina diária
·         Resiste em aprender ou a praticar uma nova atividade

 Dr. Gustavo Teixeira Médico psiquiatra da infância e adolescência Professor visitante do Depto. de Educação Especial – Bridgewater State University Mestre em Educação – Framingham State Universit

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A crueldade à espreita



É sedutor pensar que a maldade depende de um gene extraviado ou que a crueldade nasce de um desarranjo bioquímico em um grupo de células cerebrais.

É confortável nomear sob diagnósticos precisos a anorexia, a depressão e as obsessões. Além da ilusão de conhecimento e de domínio, a nomeação nos autoriza a prescrever drogas discutíveis e de valor efêmero que amortecem a busca pelas causas da melancolia, da tristeza e do mal-estar próprios da natureza
humana
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(...) A crueldade, também própria do homem, nos espreita.


Quase sempre de longe, nas palavras e ilustrações dos livros de história, nas narrativas de tragédias em terras e tempos remotos. Dizemos, conformados, que as guerras sempre existiram, que a violência é parte da natureza humana. Algumas vezes, a crueldade emerge dos textos e das telas e aparece no presente, viva, próxima, palpável. Irrompe na vizinhança, trai ou atinge um conhecido, denuncia um parente distante, aproxima-se ameaçadora.

Pressentimos, embora de uma forma nebulosa, que a crueldade retratada nos livros de histórias nasce entre as paredes que delimitam a vida familiar.

Toda professora sabe que, para além da inocência, a intriga e a maldade permeiam as relações entre as crianças e desconfiam, acertadamente, que elas reproduzem situações domésticas. Toda babá sabe que a sexualidade nos marca desde os primeiros anos, a despeito do devaneio dos sonhadores que pretendem ver na infância um tempo apenas de alegrias e encantamentos.

Os conflitos retratados na paisagem que se mostra pela janela aberta para o mundo infelizmente demonstram que não existe nenhuma evidência de que os pais fazem, concretamente, o melhor pelos filhos. Apesar das recomendações religiosas, morais e pedagógicas, apesar do conhecimento hoje amplamente disponível, não há pai ou mãe que não tenha sido surpreendido um dia pelo pensamento fugaz, verdadeiro, que revela um momento de negligência ou de descuido. Temos, em um plano mais ou menos superficial, certa consciência das nossas faltas e transgressões. Não somos, talvez sem exceções, ilhas de santidade cercadas de maldade por todos os lados.

Por Paulo Schiller

Fonte: 
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/a_menina_que_sofria_do_-mal_de_mae-_imprimir.html

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Perturbações somáticas em crianças

As perturbações somáticas são um grupo de alterações em que algum problema psicológico subjacente produz sintomas de pena e incapacidade física.


Uma criança com uma perturbação somática pode apresentar diversos sintomas sem que exista qualquer causa orgânica, como dor, dificuldade respiratória e fraqueza. Em geral, apresenta sintomas de doenças que observou em qualquer membro da família. Habitualmente, a criança não tem consciência de que existe uma conexão entre os sintomas e o problema psicológico subjacente.

Os principais tipos de perturbações somáticas são: a perturbação de conversão, a perturbação de somatização e a hipocondria. Na perturbação de conversão, a criança transforma um problema psicológico num sintoma físico. Por exemplo, aparenta ter um braço ou uma perna paralisada, torna-se surda ou cega ou pode sofrer de falsos ataques epilépticos. A perturbação de somatização é semelhante à de conversão, mas a criança desenvolve muitos sintomas que são mais vagos. Na hipocondria, a criança fica obcecada com funções corporais como o batimento do coração, a digestão e o suor e convence-se de sofrer de alguma doença grave, quando realmente se encontra sã. Estes três tipos de perturbações somáticas também se produzem nos adultos. (Ver secção 7, capítulo 82)

Diagnóstico

Antes de determinar que uma criança sofre de uma perturbação somática, o médico assegura-se de que não tem nenhuma doença orgânica que possa apresentar os mesmos sintomas. Contudo, habitualmente evitam-se as análises laboratoriais extensas porque podem convencer ainda mais a criança de que existe um problema orgânico. Se não for detectada nenhuma doença, o médico fala com a criança e com a família para tentar identificar problemas psicológicos subjacentes ou relações familiares anormais.

Tratamento

Uma criança pode rejeitar a ideia de visitar um psicoterapeuta porque o tratamento ameaça desvendar conflitos psicológicos ocultos. Contudo, as visitas relativamente curtas a um terapeuta, que lhe deem confiança e abranjam áreas não médicas, podem romper gradualmente o modelo de comportamento da criança. A confiança e o apoio dados pelos familiares contribuem para minimizar os sintomas físicos, pelos quais a criança recebe atenção médica e cuidados gerais de forma continuada. Se estas medidas falharem, o médico provavelmente terá de enviar a criança a um psiquiatra pediátrico.



Fonte: http://www.manualmerck.net/?id=299&cn=1580